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terça-feira, setembro 30, 2008

OS FILHOS DA ERA DIGITAL

Por Fernando Antônio Araújo Silva


SEMINÁRIO SOBRE A INFLUÊNCIA DA INFORMÁTICA E DA INTERNET NAS NOVAS GERAÇÕES


Na década de 1970, quando a Internet dava seus primeiros passos nas universidades americanas, o computador era, antes de tudo, uma caríssima e rara ferramenta de trabalho disponível somente em grandes corporações e em universidades, como instrumento de pesquisa.
Poucos imaginavam, naquela época, o que a revolução tecnológica causada pela popularização da rede mundial e dos PCs domésticos faria à humanidade.
Cenas comuns nos dias de hoje, como enviar um email, ouvir música digital em aparelhos cada vez menores ou interagir, em tempo real, com pessoas do mundo inteiro, eram inimagináveis há pouco tempo.
Todo esse movimento veloz em direção à digitalização do cotidiano, trouxe a reboque gerações inteiras de meninos e meninas, filhos da era digital, que não conheceram outra maneira de se corresponder, se comunicar ou efetuar pesquisas, que não seja através de um microcomputador ou dispositivo computacional móvel, como os celulares e palm tops.
Quem hoje tem 18 ou 20 anos de idade, já cresceu num ambiente tecnológico repleto de termos cuja existência só é possível graças à evolução das combinações de zeros e uns que formam o DNA da computação - “vou fazer o download do arquivo”, “qual é o seu email?”, “você trouxe o seu pen drive?”, “entre no meu blog”.


UM POUCO DA HISTÓRIA DOS COMPUTADORES

O foco deste estudo não será, obviamente, a história dos computadores, mas passará por ela brevemente, com o fito de deixar claros os motivos pelos quais a sociedade moderna está irremediavelmente unida a informática.
O marco histórico utilizado será o nascimento do Personal Computer- PC, o mesmo que, após alguns anos de evolução contínua, ocupa um espaço exclusivo nos quartos e gabinetes da grande maioria das famílias de classe média do planeta.
No final da década de 70, existiam alguns micros destinados ao mercado doméstico, a maioria ainda usava antiquados processadores de 8 bits e não tinham muitas aplicações práticas, mas mesmo assim fazia um relativo sucesso. Foi então que a Intel resolveu começar a ganhar dinheiro também neste segmento, lançando dois processadores, o 8086 e o 8088, semelhantes em recursos.
Em 1981, a IBM lançou o primeiro computador pessoal, o "IBM PC", equipado com meros 64 Kbytes de memória RAM e sem disco rígido. O monitor era monocromático de 12 polegadas, apesar dos parcos recursos, inviáveis nos dias atuais, dispositivo fez um enorme sucesso na época e vendeu milhares de unidades, principalmente no mercado americano.
Surgiu então PC-XT. Os XTs eram equipados com mais memória RAM, alguns vinham com até 640 KB de memória! Discos rígidos eram artigos de luxo e equipavam, principalmente, máquinas utilizadas pelo departamento de Defesa americano e por universidades dos estados Unidos e de alguns países da Europa. Só para se ter uma idéia, um disco de 10 MB chegava a custar mais de 2000 dólares.
Sem disco rígido, os PCs domésticos usavam disquetes de 5,25 polegadas de 360 KB para armazenar programas.
“A cada dois anos, a capacidade de processamento dos computadores dobrará”. Esta frase, cunhada em 1965 por Gordon Moore , um dos fundadores da Intel, provocou várias reações de incredulidade no mundo inteiro, mas se mantém válida até hoje, sendo conhecida como Lei de Moore.
Com a frenética evolução do nível de processamento, não demorou muito para que o PC doméstico adquirisse recursos gráficos e de multimídia capazes de torná-lo objeto de desejo de 10 entre 10 adolescentes.
Os PCs tornam-se cada vez menores e mais poderosos, enquanto os conceitos de portabilidade e miniaturização dão origem a inúmeros dispositivos computacionais que cabem no bolso, como os celulares de última geração, os pen drives e os players de mídia digital, fundidos muitas vezes em um só aparelho, minúsculo e fascinante.


O DIVISOR DE ÁGUAS – A INTERNET

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos, lá pelos idos de 1965, em plena Guerra Fria, encomendou à comunidade científica daquele país um sistema de comunicação em rede, que fosse capaz de continuar funcionando mesmo que um ou vários nós da rede falhassem. Os Estados Unidos temiam que a comunicação entre centros estratégicos fosse interrompida, caso sofressem um ataque de grandes proporções. Cientistas das suas principais universidades foram convidados a dar sua contribuição para encontrar uma solução.
Os primeiros testes do novo sistema começaram na década de 1970, com o uso de computadores instalados em várias universidades ligados em rede. Nascia a Internet.
No início, era atraente somente aos olhos de um punhado de cientistas e estudantes, pois as páginas eram mostradas em formato de texto. Na medida em que novos usuários tomavam parte na comunidade, recursos gráficos foram incorporados com a possibilidade de exibição de imagens. O mundo não seria mais o mesmo.

UMA NOVA MANEIRA DE SE RELACIONAR

No mundo inteiro, começaram a surgir páginas com os mais diversos conteúdos e para todos os tipos de interesse. Pessoas começaram a estabelecer um novo tipo de relacionamento sem fronteiras, se conhecendo, se comunicando e se relacionando através da tela do computador.
O correio eletrônico e os programas de conversas em tempo real, os chamados chats, mudaram completamente a forma de interação entre pessoas de diferentes culturas, raças e costumes.

Neste trabalho, serão discutidas as importantes conseqüências do uso da informática pela sociedade e como isso tem afetado o comportamento das novas gerações.

Temas abordados:
•Dispositivos computacionais
 Do Atari ao i-Phone
•As novas profissões
•Aspectos legais
 Estatuto da Criança e do Adolescentes – ECA
 Legislação vigente e Projetos de Lei
•Perigos e armadilhas
 Segurança
 Privacidade
 Pedofilia
•Aspectos psicossociais
 As redes de relacionamentos
• Orkut
• MySpace
• Chats
 ICQ
 MSN
 Um dialeto próprio
•Novas formas de pesquisa e disseminação de conhecimento
 Wikipedia
 Google
 Blogs

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