Escrito por Artur da Silva e Roderick Alex
O desenvolvimento de sistemas robóticos para cirurgia teve inicio na década de 80, por solicitação do exército norte-americano, que antevia a possibilidade de realizar operações em teatros de guerra, distantes do local onde estava o cirurgião. Entretanto, o primeiro uso em humanos só ocorreu anos mais tarde, numa ressecção transuretral de hiperplasia benigna de próstata.
Cirurgiões cardíacos foram logo atraídos pela técnica robótica devido a possível aplicação com reduzido caráter invasivo;esperava-se menor trauma cirúrgico e redução da dor, morbidade, tempo de internação e custo do procedimento.Atualmente, de forma restrita e em casos selecionados, robôs são usados para revascularização do miocárdio e e implante de marcapasso em cirurgia cardíacas totalmente endoscópicas; podendo também constituir apoio visual na retirada de artéria torácica interna, reconstrução valvar mitral e correção de defeitos congênitos.Utilizando o robô auxiliar AESOP para controle do vídeotoracoscópio, com controle vocal por meio do sistema HERMES, temos realizado dissecção da artéria torácica interna, implante de eletrodo ventricular esquerdo e abordagem de defeitos congênitos na cirurgia de correção.Apesar do entusiasmo científico inicial com a cirurgia robótica, ainda não existe evidência clara de superioridade desta técnica em relação a operação convencional, em termos de resultado.Isto se aplica também ao custo, pois o investimento inicial na aquisição de sistema cirúrgico completo (console, controle de vídeo, instrumental) provavelmente é compensado após muitos procedimentos e longo intervalo. Mas é certo que a cirurgia robótica terá um lugar no futuro, possibilitando aprendizagem, telepresença e realização de procedimentos pouco invasivos, embora complexos.
Sabemos que a introdução de qualquer tecnologia em medicina traz consigo resultados iniciais questionáveis, segurança inadequada para os pacientes e aumento do custo dos procedimentos.A progressão da cirurgia cardíaca robótica tem fundamento teórico adequado e suporte tecnológico crescente, mas é limitada pela dificuldade de familiarização com a técnica devido ás indicações restritas (poucos pacientes são candidatos) e a disponibilidade de outras opções terapêuticas com resultados bem estabelecidos.Contudo, tanto para a sobrevivência da cirurgia cardíaca como especialidade quanto para o beneficio dos pacientes, o investimento em cirurgia robótica e em outras formas capazes de diminuir o caráter invasivo dos procedimentos é valido e deve ser incentivado.É evidente que a intervenção baseada em cateter conquistou um lugar muito importante para tratamento da doença coronariana e que cardiologistas e pacientes têm optado por modos menos invasivos dos procedimentos de tratamento, ainda que os pacientes que realizaram cirurgia apresentem menores índices de recorrência de angina e de taxa de reintervenção.A cirurgia robótica pode representar novo atrativo para a revascularização miocárdica direta.Não se pode esquecer que, dentro das perspectivas visíveis, o papel do cirurgião será preponderante em tomar decisões médicas, operar o sistema robótico e conduzir o procedimento de modo a propiciar a correção cirúrgica proposta.
Assim, a mão do cirurgião continuará sendo o artífice mais importante de uma cirurgia, independente da interface que se interponha entre ele o paciente.
O objetivo deste trabalho é apresentar um revisão sobre aspectos atuais da cirurgia robótica , mostrar a experiência dos autores e indicar algumas perspectivas para técnicas correlatas.
O desenvolvimento de sistemas robóticos para cirurgia teve inicio na década de 80, por solicitação do exército norte-americano, que antevia a possibilidade de realizar operações em teatros de guerra, distantes do local onde estava o cirurgião. Entretanto, o primeiro uso em humanos só ocorreu anos mais tarde, numa ressecção transuretral de hiperplasia benigna de próstata.
Cirurgiões cardíacos foram logo atraídos pela técnica robótica devido a possível aplicação com reduzido caráter invasivo;esperava-se menor trauma cirúrgico e redução da dor, morbidade, tempo de internação e custo do procedimento.Atualmente, de forma restrita e em casos selecionados, robôs são usados para revascularização do miocárdio e e implante de marcapasso em cirurgia cardíacas totalmente endoscópicas; podendo também constituir apoio visual na retirada de artéria torácica interna, reconstrução valvar mitral e correção de defeitos congênitos.Utilizando o robô auxiliar AESOP para controle do vídeotoracoscópio, com controle vocal por meio do sistema HERMES, temos realizado dissecção da artéria torácica interna, implante de eletrodo ventricular esquerdo e abordagem de defeitos congênitos na cirurgia de correção.Apesar do entusiasmo científico inicial com a cirurgia robótica, ainda não existe evidência clara de superioridade desta técnica em relação a operação convencional, em termos de resultado.Isto se aplica também ao custo, pois o investimento inicial na aquisição de sistema cirúrgico completo (console, controle de vídeo, instrumental) provavelmente é compensado após muitos procedimentos e longo intervalo. Mas é certo que a cirurgia robótica terá um lugar no futuro, possibilitando aprendizagem, telepresença e realização de procedimentos pouco invasivos, embora complexos.
Sabemos que a introdução de qualquer tecnologia em medicina traz consigo resultados iniciais questionáveis, segurança inadequada para os pacientes e aumento do custo dos procedimentos.A progressão da cirurgia cardíaca robótica tem fundamento teórico adequado e suporte tecnológico crescente, mas é limitada pela dificuldade de familiarização com a técnica devido ás indicações restritas (poucos pacientes são candidatos) e a disponibilidade de outras opções terapêuticas com resultados bem estabelecidos.Contudo, tanto para a sobrevivência da cirurgia cardíaca como especialidade quanto para o beneficio dos pacientes, o investimento em cirurgia robótica e em outras formas capazes de diminuir o caráter invasivo dos procedimentos é valido e deve ser incentivado.É evidente que a intervenção baseada em cateter conquistou um lugar muito importante para tratamento da doença coronariana e que cardiologistas e pacientes têm optado por modos menos invasivos dos procedimentos de tratamento, ainda que os pacientes que realizaram cirurgia apresentem menores índices de recorrência de angina e de taxa de reintervenção.A cirurgia robótica pode representar novo atrativo para a revascularização miocárdica direta.Não se pode esquecer que, dentro das perspectivas visíveis, o papel do cirurgião será preponderante em tomar decisões médicas, operar o sistema robótico e conduzir o procedimento de modo a propiciar a correção cirúrgica proposta.
Assim, a mão do cirurgião continuará sendo o artífice mais importante de uma cirurgia, independente da interface que se interponha entre ele o paciente.
O objetivo deste trabalho é apresentar um revisão sobre aspectos atuais da cirurgia robótica , mostrar a experiência dos autores e indicar algumas perspectivas para técnicas correlatas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário