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segunda-feira, outubro 17, 2011

Foxconn, Touchscreen,Tablets, Ipods no Brasil

 fonte: Isto é dinheiro, ano 14, Nº 732, http://www.adnews.com.br/

      Uma comitiva da alta cúpula da Foxconn em debate para viabilzar a implantação de uma fábrica de tela touchscreen para tablets, que hoje é produzida apenas na China, Coreia, Japão e Taiwan.O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmou que além da montagem nacional de tablets, o país poderá ter a primeira fábrica do ocidente de telas touchscreen para tables, fabricada pela Foxconn. "Será a primeira planta do ocidente", declarou durante o Meeting Internacional, promovido pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais,  na Itália.

     O Presidente da FOXCOON, já em Brasília, no dia 13 de outubro de 2011, não adiantou prazos ou data, deixando claro que o Brasil precisa investir mais em infra-estrutura (qualidade do ar, abastecimento ininterrupto de água e energia) para que receba um investimento da ordem de US$ 12 bilhões, que inclui a implantaçãode um polo industrial de 2,2 milhões de metros quadrados. Ressaltou que o País precisa investir em mão de obra especializada. "Talvez saia em quatro ou seis anos, depende da capacidade brasileira de absorver tecnologia.
    
Segundo o ministro, a logística para esta implementação é complexa, pois são necessários 4 gigawatts - energia correspondente a uma cidade de Jundiai -, um aeroporto internacional, qualidade do ar determinada, mais de 1,5 km área e consumiria mais concreto e aço que o estádio Ninho de Pássaro da China.
   
      26 empresas já se inscreveram para produzir tablets no Brasil, sendo que destas, Semp Toshiba, Positivo e Motorola, já produzem.  Seis estados, em três regiões do país, estão disputando investimento, sem dizer quais. "Conceito de cidade inteligente é o caminho do país para um novo patamar tecnológico", define o ministro que também afirma que o Brasil não tem presença em produção de componentes e será "uma mudança quântica", comparada a vinda da indústria automotiva com ex-presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek.
   
       Com uma política agressiva, visando a conquista da produção naciona dos tablets, o governo desonerou os impostos em 36% para obter uma taxa de nacionalização de 20%  que poderá chegar a 80% de componentes nacionais em 3 anos. Hoje, por meio da Foxconn, a Apple, em Jundiaí, já tem uma linha de produção de iPods nacionais. Até o final do ano a unidade de Jundiaí também fabricará iPads na primeira unidade fabril do produto fora da China. 
 
    A previsão é um aporte de nada menos de US$ 12 bilhões. "Não existiriá fábrica equivalente no Ocidente", detalhou Mercadante. "A estrutura é três vezes maior que uma montadora automotiva."

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