fonte: Isto é dinheiro, ano 14, Nº 732, http://www.adnews.com.br/
Uma comitiva da alta cúpula da Foxconn em debate para viabilzar a implantação de uma fábrica de tela touchscreen
para tablets, que hoje é produzida apenas na China, Coreia, Japão e
Taiwan.O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmou que
além da montagem nacional de tablets, o país poderá ter a primeira
fábrica do ocidente de telas touchscreen para tables, fabricada pela
Foxconn. "Será a primeira planta do ocidente", declarou durante o
Meeting Internacional, promovido pelo LIDE – Grupo de Líderes
Empresariais, na Itália.
O Presidente da FOXCOON, já em Brasília, no dia 13 de outubro de 2011, não
adiantou prazos ou data, deixando claro que o Brasil precisa investir
mais em infra-estrutura (qualidade do ar, abastecimento ininterrupto de
água e energia) para que receba um investimento da ordem de US$ 12
bilhões, que inclui a implantaçãode um polo industrial de 2,2 milhões de
metros quadrados. Ressaltou que o País precisa investir em mão de obra
especializada. "Talvez saia em quatro ou seis anos, depende da
capacidade brasileira de absorver tecnologia.
Segundo o ministro, a logística para esta implementação é complexa, pois são necessários 4 gigawatts - energia correspondente a uma cidade de Jundiai -, um aeroporto internacional, qualidade do ar determinada, mais de 1,5 km área e consumiria mais concreto e aço que o estádio Ninho de Pássaro da China.
26 empresas já se inscreveram para produzir tablets no Brasil, sendo que destas, Semp Toshiba, Positivo e Motorola, já produzem. Seis estados, em três regiões do país, estão disputando investimento, sem dizer quais. "Conceito de cidade inteligente é o caminho do país para um novo patamar tecnológico", define o ministro que também afirma que o Brasil não tem presença em produção de componentes e será "uma mudança quântica", comparada a vinda da indústria automotiva com ex-presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek.
Com uma política agressiva, visando a conquista da produção naciona dos tablets, o governo desonerou os impostos em 36% para obter uma taxa de nacionalização de 20% que poderá chegar a 80% de componentes nacionais em 3 anos. Hoje, por meio da Foxconn, a Apple, em Jundiaí, já tem uma linha de produção de iPods nacionais. Até o final do ano a unidade de Jundiaí também fabricará iPads na primeira unidade fabril do produto fora da China.
A previsão é um aporte de nada menos de US$ 12 bilhões. "Não existiriá
fábrica equivalente no Ocidente", detalhou Mercadante. "A estrutura é
três vezes maior que uma montadora automotiva."
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