O maior site de Busca do Mundo investe agora em conteúdo de TV. Com mais de três bilhões de páginas vistas por dia no mundo e 48 horas de conteúdo adicionado por minuto, o YOUTUBE avança consideravelmente em sua estratégia para a geração de novas receitas, praticamente toda ela ainda proveniente da propaganda e redesenha o seu perfil.
Gradativamente veio deixando de ser um simples repositório de material caseiro postado por internautas e tornou, também, um espaço para parceiros de renome na área de conteúdo audiovisual, como produtoras, estúdios de cinema e gravadoras. ¨Isso não quer dizer que o YouTube dos filminhos engraçadinhos, das videocassetadas e afins, vai ser deletado do mapa. Afinal, a publicação e o compartilhamento de vídeos amadores consagraram o canal e são a base de seu sucesso”.
Atualmente, o Youtube se coloca no mercado como um canal qualificado de mídia, transmissões ao vivo de shows, eventos esportivos, longas-metragens de cinema, documentários. Agora, como última tacada, executa a locação virtual de filmes que podem ser vistos no próprio portal. “O YouTube se torna TV”, afirmou à DINHEIRO o português Henrique de Castro, presidente mundial de mídia, mobilidade e plataformas do Google, em recente visita a São Paulo.
"O internauta não faz mais a separação entre tevê aberta, fechada e vídeo sob demanda" Henrique de Castro, presidente de mídia do Google.
Atraindo cada vez mais conteúdo de forma personalizada, no YouTube pode ser visto a novela da tevê, filme ou um vídeo feito pelo internauta. Com a convergência digital, a distribuição de conteúdo torna ilimitada e diante desse novo cenário, o portal do Google torna-se o mais novo concorrente direto da tevê e entra na luta por verba publicitária e na disputa por direitos de transmissão de grandes eventos musicais ou esportivos.
Lançado em maio, em outros paises, o serviço de acesso online pago a longas-metragens tornou-se concorrente do mercado liderado pela Netflix, recém chegada no Brasil e da Netmovies. Um elemento muito importante amplia o significado desse movimento do YouTube. Os televisores equipados com internet, produzidos por empresas como Samsung, LG e Sony no Brasil já são comercializados nas rede varejista do País com o aplicativo do YouTube instalado.
Conforme Flavia Verginelli, diretora de publicidade do Google para a América Latina, o Google/Youtube Tem a vocação para a parceria e a distribuição. O portal não quer competir com os produtores de conteúdo, mas explorar – no bom sentido, claro – os horizontes abertos pela convergência tecnológica. “A ‘microprogramação’, com atrações personalizadas, é uma tendência e apostamos nisso”, diz. “Vamos ter mais conteúdo profissional, como filmes, documentários ou programas.”
Frases como “Acreditamos que a internet cria para a televisão um enorme campo de possibilidades, fortalecendo seu papel de mídia preferencial do público”, “Agora, a internet traz um leque muito maior de conteúdo de entretenimento feito por produtores talentosos." sela de fato a chegada do Google neste ramo, com tapete vermelho e com os aplausos dos ansiosos pela democracia na veiculação da informação no Brasil.
Fonte: Vem ai mais um campeão de audiência: Youtube – Clayton Melo
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